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Domingo, 17 de Agosto de 2008

O que é o Complexo do Pantanal?

Conhecendo o Pantanal




Segundo o Wikipédia, a enciclopédia livre, o Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da [[América do Sul]], na bacia hidrográfica do [[Alto Paraguai]]. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de [[Mato Grosso do Sul]] e 35% no [[Mato Grosso]]. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.


Aspecto geral da vegetação do Pantanal (foto IBGE).




O [[rio Paraguai]] e seus afluentes percorrem o Pantanal, formando extensas áreas inundadas que servem de abrigo para muitos [[peixe]]s, como o pintado, o dourado, o pacu, e também para outros animais, como os [[jacaré]]s, as capivaras e ariranhas, entre outras espécies. Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes do Brasil ainda possuem populações vigorosas na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o [[tuiuiú]] e o jacaré.



Acima, aspecto da vegetação do Pantanal do Mato Grosso.

Devido a baixa declividade desta planície no sentido norte-sul e leste-oeste, a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai, chega a gastar quatro meses ou mais para atravessar todo o Pantanal. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos.

O clima é quente e úmido, no verão, e frio e seco, no inverno. A maior parte dos solos do Pantanal são arenosos e suportam pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região.


Preocupada com a conservação do Pantanal a [[Embrapa]] instalou, em 1975, em [[Corumbá]], uma unidade de pesquisa para a região, com o objetivo de adaptar, desenvolver e transferir tecnologias para o uso sustentado dos seus recursos naturais. As pesquisas se iniciaram com a pecuária bovina, principal atividade econômica e, hoje, além da pecuária, abrange as mais diversas áreas, como recursos vegetais, pesqueiros, faunísticos e hídricos, climatologia, solos, avaliação dos impactos causados pelas atividades humanas e sócio-economia.

Ariranha, uma espécie de lontra, muito encontrada no Pantanal. (pteronura brasiliensis). É um mamífero carnívoro e semi-aquático sul-americano. Vive em grupos nas margens dos rios alimentando-se principalmente de peixes (foto Embratur)


A [[Planície Pantanal|Planície do Pantanal]] possui aproximadamente 230 mil km², medida estimada pelos estudiosos que explicam que dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, por em vários pontos ser muito difícil estabelecer onde começa e onde termina o Pantanal e as regiões que o circundam, além de a cada fechamento de ciclo de estações de seca e de águas o Pantanal se modifica.

Sua área é de 138.183 km² (64,64% em Mato Grosso do Sul e 35,36% em Mato Grosso (J. S. V. SILVA et al, 1998)). Considerada uma das maiores planícies de sedimentação do planeta, o Pantanal estende-se pela Bolívia e Paraguai, países em que recebe outras denominações, sendo [[Chaco]] a mais conhecida.

Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do [[oceano]] há milhões de anos, formando o que se pode chamar de [[mar interior]]. A planície é levemente ondulada, pontilhada por raras elevações isoladas, geralmente chamadas de [[serra]]s e morros, e rica em [[depressão (geografia)|depressões]] rasas. Seus limites são marcados por variados sistemas de elevações como [[chapada]]s, serras e maciços, e é cortada por grande quantidade de [[rio]]s dos mais variados portes, todos pertencentes à Bacia do [[Rio Paraguai]] — os principais são os rios [[Rio Cuiabá|Cuiabá]], [[Rio Piquiri|Piquiri]], [[Rio São Lourenço|São Lourenço]], [[Rio Taquari|Taquari]], [[Rio Aquidauana|Aquidauana]], [[Rio Miranda|Miranda]] e [[Rio Apa|Apa]]. O Pantanal é circundado, do lado brasileiro (norte, leste e sudeste) por terrenos de altitude entre 600 e 700 metros; estende-se a oeste até os contrafortes da [[cordilheira dos Andes]] e se prolonga ao sul pelas planícies pampeanas centrais.

O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de [[maio]] a [[outubro]], aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, [[banco de areia|bancos de areia]], ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os [[corixo]]s (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).

A onça pintada do Pantanal, ameaçada de extinção (panthera onça). O maior felino das Américas é um animal de hábitos noturnos, caçando capivaras, veados, peixes e aves. A onça adulta pode chegar a dois metros de comprimento e pesar 160 kg.

Nos campos extensos cobertos predominantemente por [[gramínea]]s e vegetação de [[cerrado]], a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de [[baía]]s, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do [[lençol freático]] ou [[aqüífero]]s, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos.

As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. De [[novembro]] a [[abril]] as chuvas caem torrenciais nas cabeceiras dos rios da Bacia do Paraguai, ao norte. Com o constante umedecimento da terra, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de inúmeras espécies resistentes à falta d'água dos meses precedentes. Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo alagamento do solo, são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, formando baías de centenas de quilômetros quadrados, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior.

O aguaceiro eleva o nível das baías permanentes, cria outras, transborda os rios e alaga os campos no entorno, e morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação — agrupamentos dessas ilhas são chamados de cordilheiras pelos pantaneiros — nas ilhas e cordilheiras os animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.


Capivara, o maior roedor do mundo, natural da América do Sul, gosta de áreas alagadas como as do Pantanal, onde são encontradas com freqüência.



Nessa época torna-se difícil viajar pelo Pantanal pois muitas estradas ficam alagadas e intransitáveis. O transporte de gente, animais e de mercadorias só pode ser feito no lombo de animais de carga e embarcações — muitas propriedades rurais e povoações (também conhecidas como corrutelas) localizadas em áreas baixas ficam isoladas dos centros de abastecimento e o acesso a elas, muitas vezes, só pode ser feito por barco ou avião.

Com a subida das águas, grande quantidade de [[matéria orgânica]] é carregada pela correnteza e transportada a distâncias consideráveis. Representados, principalmente, por massas de vegetação flutuante e marginal e por animais mortos na enchente, esses restos, durante a vazante, são depositados nas margens e praias dos rios, lagoas e banhados e, após rápida decomposição, passam a constituir o elemento fertilizador do solo, capaz de garantir a enorme diversidade de tipos vegetais lá existente.

Tuiuiús no Pantanal. O tuiuiú ou jaburu é uma ave migratória que habita a América do Sul e Central, muito encontrada no Pantanal. Chega a atingir mais de um metro de altura (foto IBGE).

Por entre a vegetação variada encontram-se inúmeras espécies de animais, adaptados a essa região de aspectos tão contraditórios. Essa imensa variedade de vida, traduzida em constante movimento de formas, cores e sons é um dos mais belos espetáculos da Terra. Por causa dessa alternância entre períodos secos e úmidos, a paisagem pantaneira nunca é a mesma, mudando todos os anos: leitos dos rios mudam seus traçados; as grandes baías alteram seus desenhos.

Fonte: Todo conteúdo escrito, exceto as legendas das fotos é do
Wikipédia, a enciclopédia livre.

Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres-MT




Já na semana seguinte, lá estavam os campeões e o paisagista Adelino Ferreira, paulista de Penápolis, mais conhecido como Pirangueiro, que veio de Barra do Bugres para auxiliar na organização em Cáceres, em reunião com o Prefeito da época, o engenheiro Ivo Cuyabano Scaff, que prontamente disponibilizou recursos e estrutura necessária para realização do evento.


Na seqüência desta iniciativa, Importante instituição financeira liberou verba publicitária, empresas náuticas cederam premiação e em 1980 nascia, com 72 participantes na pesca para adultos e 55 na pesca infanto-juvenil, o festival que mais tarde se tornaria um dos maiores eventos de pesca embarcada do mundo. Depois de 12 horas de pesca, os participantes capturaram 123 Kg de pescado que se transformaram num jantar de confraternização.


O GUINNESS BOOK


Em 13 de setembro de 1992, o evento conseguiu bater o recorde de participação de barcos motorizados no campeonato daquele ano. Depois disso, Domingo Alzugaray e Solange Costa Souza certificaram para o Guinness Book, o Livro dos Recordes, o Torneio de Pesca de Cáceres como a “maior prova de pesca embarcada em água doce já realizada no Brasil”. Na edição brasileira de 1995 do Guinness Book, o Livro dos Recordes, foi incluido e publicado este importante recorde do evento.

PARTICIPANTES ESTRANGEIROS


A partir de 1982, por já contar com equipes do exterior, o evento passou a ser chamado “Torneio Internacional de Pesca”.

O FIP já recebeu visitantes da Bolívia, Estados Unidos, França, México, Itália, Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, Holanda, Índia, Inglaterra, Nicarágua, Nova Zelândia e Portugal, além de inúmeras e distantes regiões do Brasil.

O evento recebeu a denominação que tem hoje, “Festival Internacional de Pesca”, a partir de 1993.


AS NOVIDADES DO EVENTO


Diferente de Barra do Bugres, o Festival de Cáceres, desde o início, reservou um dia para a competição das crianças. Em cada edição, a garotada entre 4 e 14 anos dá um colorido especial à margem do rio Paraguai, num emaranhado de varas de pesca, linhas, anzóis, choro, vibração, mães e pais torcendo.

Com o passar dos anos, o Festival foi sendo incrementado.

Em 1987, foi criada a categoria feminina para a disputa no campeonato de pesca embarcada motorizada. Em 1996, na gestão de Sebastião Reis Teles, o FIP entra na grande mídia e passa a ter projeção nacional através dos veículos de comunicação, inclusive sendo exibido no programa Globo Repórter da Rede Globo de Televisão. Em 1997, passou a adotar o pesque-e-solte. Em 1998, os peixes capturados e medidos passaram a ser devolvidos ao rio com “tags” visando a monitoração dos individuos, que hoje já não é realizado. A partir de 2001, foi criada a competição de pesca em canoa de madeira.



A ORGANIZAÇÃO HOJE


A organização geral do Festival sempre foi de incumbência da Prefeitura Municipal de Cáceres, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, que conta com o apoio direto de quase todas as secretarias e órgãos municipais para poder viabilizar o FIP.

A realização do evento conta com o apoio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento do Turismo e do Ministério de Turismo, além de inúmeros importantes parceiros, quer sejam órgãos públicos ou empresas privadas.

Hoje o FIP atrai milhares de turistas para Cáceres, o que faz com que a Praça de Eventos seja ocupada por mais de 30 mil pessoas nas noites principais.

A programação expandiu. Além dos tradicionais campeonatos de pesca infanto-juvenil, em canoa e motorizada, oferece também corrida em canoa, em caiaque, jogos de praia, truco, bozó, arremesso de molinete, de carretilha, curso de pesca esportiva, com mais de 150m mil Reais em prêmios. Grandes shows todos os dias, praça de alimentação e estrutura de lazer lotam a Praça de eventos durante os 9 dias e fazem de Cáceres, no coração do Brasil e em pleno pantanal, a capital do turismo mato-grossense.


Fonte: www.fipcaceres.com.br

Passeando pelo pantanal


O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.

O rio Paraguai e seus afluentes percorrem o Pantanal, formando extensas áreas inundadas que servem de abrigo para muitos peixes, como o pintado, o dourado, o pacu, e também para outros animais, como os jacarés, as capivaras e ariranhas, entre outras espécies. Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes do Brasil ainda possuem populações vigorosas na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o tuiuiú e o jacaré.

Devido a baixa declividade desta planície no sentido norte-sul e leste-oeste, a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai, chega a gastar quatro meses ou mais para atravessar todo o Pantanal. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos.

O clima é quente e úmido, no verão, e frio e seco, no inverno. A maior parte dos solos do Pantanal são arenosos e suportam pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região.

Preocupada com a conservação do Pantanal a Embrapa instalou, em 1975, em Corumbá, uma unidade de pesquisa para a região, com o objetivo de adaptar, desenvolver e transferir tecnologias para o uso sustentado dos seus recursos naturais. As pesquisas se iniciaram com a pecuária bovina, principal atividade econômica e, hoje, além da pecuária, abrange as mais diversas áreas, como recursos vegetais, pesqueiros, faunísticos e hídricos, climatologia, solos, avaliação dos impactos causados pelas atividades humanas e sócio-economia.

Imagem:2005-04-03-paradisio ara-hyacinthe-6.jpg
Arara Azul


A Planície do Pantanal possui aproximadamente 230 mil km², medida estimada pelos estudiosos que explicam que dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, por em vários pontos ser muito difícil estabelecer onde começa e onde termina o Pantanal e as regiões que o circundam, além de a cada fechamento de ciclo de estações de seca e de águas o Pantanal se modifica.

Sua área é de 138.183 km² (64,64% em Mato Grosso do Sul e 35,36% em Mato Grosso (J. S. V. SILVA et al, 1998)). Considerada uma das maiores planícies de sedimentação do planeta, o Pantanal estende-se pela Bolívia e Paraguai, países em que recebe outras denominações, sendo Chaco a mais conhecida.

Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior. A planície é levemente ondulada, pontilhada por raras elevações isoladas, geralmente chamadas de serras e morros, e rica em depressões rasas. Seus limites são marcados por variados sistemas de elevações como chapadas, serras e maciços, e é cortada por grande quantidade de rios dos mais variados portes, todos pertencentes à Bacia do Rio Paraguai — os principais são os rios Cuiabá, Piquiri, São Lourenço, Taquari, Aquidauana, Miranda e Apa. O Pantanal é circundado, do lado brasileiro (norte, leste e sudeste) por terrenos de altitude entre 600 e 700 metros; estende-se a oeste até os contrafortes da cordilheira dos Andes e se prolonga ao sul pelas planícies pampeanas centrais.

O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).

Nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de baías, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do lençol freático ou aqüíferos, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos.

As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. De novembro a abril as chuvas caem torrenciais nas cabeceiras dos rios da Bacia do Paraguai, ao norte. Com o constante umedecimento da terra, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de inúmeras espécies resistentes à falta d'água dos meses precedentes. Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo alagamento do solo, são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, formando baías de centenas de quilômetros quadrados, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior.

O aguaceiro eleva o nível das baías permanentes, cria outras, transborda os rios e alaga os campos no entorno, e morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação — agrupamentos dessas ilhas são chamados de cordilheiras pelos pantaneiros — nas ilhas e cordilheiras os animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.

Nessa época torna-se difícil viajar pelo Pantanal pois muitas estradas ficam alagadas e intransitáveis. O transporte de gente, animais e de mercadorias só pode ser feito no lombo de animais de carga e embarcações — muitas propriedades rurais e povoações (também conhecidas como corrutelas) localizadas em áreas baixas ficam isoladas dos centros de abastecimento e o acesso a elas, muitas vezes, só pode ser feito por barco ou avião.

Com a subida das águas, grande quantidade de matéria orgânica é carregada pela correnteza e transportada a distâncias consideráveis. Representados, principalmente, por massas de vegetação flutuante e marginal e por animais mortos na enchente, esses restos, durante a vazante, são depositados nas margens e praias dos rios, lagoas e banhados e, após rápida decomposição, passam a constituir o elemento fertilizador do solo, capaz de garantir a enorme diversidade de tipos vegetais lá existente.

Por entre a vegetação variada encontram-se inúmeras espécies de animais, adaptados a essa região de aspectos tão contraditórios. Essa imensa variedade de vida, traduzida em constante movimento de formas, cores e sons é um dos mais belos espetáculos da Terra. Por causa dessa alternância entre períodos secos e úmidos, a paisagem pantaneira nunca é a mesma, mudando todos os anos: leitos dos rios mudam seus traçados; as grandes baías alteram seus desenhos.

Atividades Econômicas

As principais atividades econômicas do Pantanal estão ligadas à criação de gado bovino, que é facilitada pelos pastos naturais e pela água levemente salgada da região, ideal para esses animais. Para peões, fazendeiros e coureiros, o cavalo é um dos principais meios de transporte. Os pescadores, que buscam nos rios sua fonte de sustento e alimentação. Há também, uma pequena população indígena ribeirinha , muito reduzida pelos conflitos de terra.

Entre os problemas ambientais do Pantanal estão o desequilíbrio ecológico provocado pela pecuária extensiva, que destrói a vegetação nativa; a pesca e a caça predatórias de muitas espécies de peixes e do jacaré; o garimpo de ouro e pedras preciosas, que gera erosão, assoreamento e contaminação das águas dos rios Paraguai e São Lorenço; o turismo descontrolado que produz o lixo, esgoto e que ameaça a tranqüilidade dos animais, etc.

O incentivo dado pelos governos a partir da década de 1960 para desenvolver a região Centro-Oeste através da implantação de projetos agropecuarios, trouxe muitas alteraçoes nos ambientes do cerrado ameaçando a sua biodiversidade.

Diversidade

Flora

A vegetação pantaneira é um mosaico de três regiões distintas: amazônica, cerrado e chaco (paraguaio e boliviano). Durante a seca, os campos se tornam amarelados e não raro a temperatura desce a níveis abaixo de 0 ºC, influenciada pelos ventos que chegam do sul do continente.

Imagem:Epidendrum philocremnum Orchi 01.jpg
Orquídea

Plantas maioritariamente epífitas, as orquídeas (Família Orchidaceae), crescem geralmente em árvores usando-as somente como apoio para buscar luz. Não são plantas parasitas. Possuem muitas e variadas formas e cores, já que essa planta reproduz-se facilmente entre espécies semelhantes.

A vegetação do Pantanal não é homogênea e há um padrão diferente de flora de acordo com o solo e a altitude. Nas partes mais baixas, predominam as gramíneas, que são áreas de pastagens naturais para o gado — a pecuária é a principal atividade econômica do Pantanal. A vegetação de cerrado, com árvores de porte médio entremeadas de arbustos e plantas rasteiras, aparece nas alturas médias. A poucos metros acima das áreas inundáveis, ficam os capões de mato, com árvores maiores como angico, ipê e aroeira.

Em altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas, piúvas (da família dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras, orquídeas, figueiras e aroeiras.

Fauna

Imagem:Capybara.jpg
Capivara

A fauna pantaneira é muito rica, provavelmente a mais rica do planeta. Há 650 espécies de aves (no Brasil inteiro estão catalogadas cerca de 1800). A mais espetacular é a arara-azul-grande, uma espécie ameaçada de extinção. Há ainda tuiuiús (a ave símbolo do Pantanal), tucanos, periquitos, garças-brancas, jaburus, beija-flores (os menores chegam a pesar dois gramas), socós (espécie de garça de coloração castanha), jaçanãs, emas, seriemas, papagaios, colhereiros, gaviões, carcarás e curicacas.

No Pantanal já foram catalogadas mais de 1.100 espécies de borboletas. Contam-se mais de 80 espécies de mamíferos, sendo os principais a onça-pintada (atinge a 1,2 m de comprimento, 0,85 cm de altura e pesa até 200 kg), capivara, lobinho, veado-campeiro, veado catingueiro, lobo-guará, macaco-prego, cervo do pantanal, bugio (macaco que produz um ruído assustador ao amanhecer), porco do mato, tamanduá, cachorro-do-mato, anta, bicho-preguiça, ariranha, suçuarana, quati, tatu etc.

A região também é extremamente piscosa, já tendo sido catalogadas 263 espécies de peixes: piranha (peixe carnívoro e extremamente voraz), pacu, pintado, dourado, cachara, curimbatá, jaú e piau são as principais encontradas.

Há uma infinidade de répteis, sendo o principal o jacaré (jacaré-do-pantanal e jacaré-de-coroa), cobras (sucuri, jibóia, cobras-d’água e outras), lagartos (camaleão, calango-verde) e quelônios (jabuti e cágado).

Imagem:Ph-animals-jaburu-1.jpg
Tuiuiu - Ave símbolo do Pantanal

Tuiuiú é o nome de uma ave ciconiforme da família Ciconiidae. É considerada a ave-símbolo do Pantanal e é encontrada desde a Região Norte até São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e desde o México até o Paraguai, o Uruguai e o norte da Argentina, sendo que as maiores populações estão no Pantanal e no Chaco oriental, no Paraguai.

O tuiuiú também é conhecido como jaburu, tuim-de-papo-vermelho (no Mato Grosso) e cauauá (no Amazonas). Ele é conhecido principalmente como jabiru no sul do Brasil, enquanto que o nome tuiuiú é usado para designar o cabeça-seca (Mycteria americana).

O tuiuiú é uma ave pernalta, tem pescoço nu, preto, e, na parte inferior, o papo também nu e vermelho. A plumagem do corpo é branca e a das pernas é preta. Ele chega a ter 1,4 metro de comprimento e mais de 1 metro de altura, e pesar 8 kg. A envergadura (a distância entre as pontas das asas, abertas) pode chegar a quase 3 metros. O bico tem 30 cm, é preto e muito forte e a fêmea, geralmente, é menor que o macho.

O habitat do tuiuiú são as margens dos rios, em árvores esparsas. A fêmea forma seus ninhos no alto dessas árvores com ramos secos e a ajuda do companheiro. Os ninhos são feitos em grupos de até seis, às vezes juntos a garças e outras aves. A fêmea põe de 2 a 5 ovos brancos.

Sua alimentação é basicamente composta por peixes, moluscos, répteis, insetos e até pequenos mamíferos. Também se alimenta de pescado morto, ajudando a evitar a putrefação dos peixes que morrem por falta de oxigênio nas épocas de seca.


Imagem:Chaco Boreal Paraguay.jpg

O Chaco

O Chaco (do quechua chaku: território de caça) é uma região de aproximadamente 1.280.000 km² e compreende partes dos territórios paraguaio, boliviano, argentino e brasileiro (ao sul do Pantanal). Caracteriza-se por muitos ecossistemas e climas distintos que variam do semi-árido ao norte, próximo à fronteira com a Bolívia, ao úmido no sul próximo ao Brasil. As temperaturas oscilam entre -7º C no inverno a 47ºC no verão. O regime de chuvas também é bem diversificado indo de 400mm ao ano na região oeste até atingir 1600mm já próximo a Assunção, Paraguai.

Exibe grande pluralidade de espécies animais e vegetais, algumas delas ameaçadas de extinção. A intervenção humana também tem acelerado o natural processo de salinização dos solos. Dentre as espécies encontradas destacam-se a onça pintada, o puma, o lobinho (popularmente chamado), antas, porcos selvagens, dentre outros. Uma das espécies endêmicas é o javali do Chaco.


Fonte: Wikipédia

 
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